Tenho uma aula de dança. E ocorrem-lhe bailarinos em pontas atravessando o palco e logo a seguir em jeito de enorme compensação os mesmos bailarinos segurando nos braços os corpos de bailarinas formato pluma. Ah tens? Sim, mas volto. E de novo irrequieta, desta vez no campo, em frente à baliza, de olhos fixos nuns gémeos, coxas, glúteos e finalmente golo, concretizando a masculinidade. Ele terá uma aula de dança. Ela ficará por hora a dançar entre figuras estereotipadas, pouco dadas a inflexões da forma, muito menos do conteúdo. Há momentos cruciais em que uma informação descontextualizada e mal entendida pode significar o ruir do jogo todo. Como um Mikado dos sentidos. Demasiado sensível nas mãos de jogadores que desconhecendo o adversário, lhe provocam tremor no lugar de serenidade, sendo que neste caso, ambos perdem, se perdem.Aguentou-se por ali, entre papéis e fotografias antigas, captando pormenores que lhe haviam escapado e agora lhe derrubavam certezas. Ora, ora. E perceber finalmente que terá razão quando diz que não aprendemos nada, que os erros serão sempre os mesmos e mais alguns e pior que isso, aquele elefante reduzido a formiga, apenas dorme até ao dia. Pois aguentou, de certa forma esteve a preparar-se para a festa de um funeral.
Estás aí? Que fazes? Quase nada dirá. Porque não se pode dizer que haja muito para contar. Quem não chegou já às mesmas conclusões? It’s life. Next. Levantem-se os elefantes que a sua hora chegou.
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E levantam-se tantos!
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Mi